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Editorial |
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Angolanos de primeira e de segunda |
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Na Faculdade de Economia do Porto (Portugal) realizou-se uma conferência sobre o processo eleitoral em Angola. Caetano de Sousa, presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), foi o orador principal do evento ao qual compareceram cerca de 200 angolanos de primeira e mais meia dúzia de segunda. Com uma hora de atraso, o encontro começou com o aplauso da assistência à entrada do Embaixador de Angola, Assunção Afonso Sousa dos Anjos, bem como das cônsules em Lisboa e no Porto, respectivamente Elisabeth Simbrão e Maria de Jesus dos Reis Ferreira, e ao orador convidado. |
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«CPLP precisa fazer ainda muito para promover a língua» |
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Wednesday, 27 June 2007 |
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O ministro das Relações Exteriores do Brasil admitiu hoje, em entrevista exclusiva à Agência Lusa, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ainda precisa fazer muito para promover a língua comum.
"Temos dado um reforço ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa e houve também avanços na reforma ortográfica, mas é possível trabalhar mais para a difusão da língua e aproveitar o património comum. Isto é uma tarefa de todos nós que, aliás, Portugal faz bem frequentemente. Mas temos muito ainda a fazer", alertou Celso Amorim.
Questionado se o Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe poderiam arrancar com o acordo ortográfico sem Portugal, o ministro brasileiro evitou pronunciar-se.
"Esta é uma seara política, mas que envolve muito conhecimento especializado", justificou.
Amorim destacou, entretanto, que "seria muito importante, do ponto de vista editorial, que os dois países estivessem juntos".
Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo ortográfico e também o protocolo modificativo ao acordo, aprovado em Julho de 2004, na cimeira da CPLP em São Tomé, o que tornou possível a pronta entrada em vigor das novas regras ortográficas nestes três países.
O protocolo modificativo permite que o acordo vigore com a ratificação de apenas três dos oito países lusófonos, sem a necessidade de aguardar que todos os outros membros da CPLP adoptem o mesmo procedimento.
Portugal já ratificou o acordo, mas ainda falta ratificar o protocolo modificativo.
O chefe da diplomacia brasileira abordou ainda o problema da falta de reconhecimento da Missão Permanente do Brasil junto à CPLP, criada no início do ano passado.
"O estatuto diplomático desta representação brasileira não foi totalmente reconhecido por Portugal, o que nós lamentamos, porque deveria ser do interesse de Portugal estimular não só o Brasil, mas também outros países a fazer o mesmo", ressaltou.
Na avaliação de Celso Amorim, o problema deve-se à burocracia e pequenas dificuldades legais que precisam ser superadas.
A alteração do Acordo Sede da CPLP, que permitirá a legalização das missões diplomáticas dos estados-membros junto da organização, já foi assinada no Ministério dos Negócios Estrangeiros português, foi aprovada em Conselho de Ministros a 05 de Abril último e, segundo disse hoje à Lusa o chefe da representação brasileira, embaixador Lauro Moreira, vai ser votada no Parlamento português no próximo dia 05.
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Kuata |

O nosso país é visto de, mais ou menos, 10 milhões de maneiras distintas. As pessoas, na sua unicidade, assimilam o que se passa em frente às suas pupilas e, sequencialmente, definem as suas perspectivas e posições sociais. Como é lógico, nem sempre há um espaço físico para expormos aquilo que entendemos como ideal para determinada situação. Todavia, a capacidade inata de opinar, ainda que apenas como exercício reflexivo, deve ser estimulada. Julgo, por conseguinte, ser fulcral que cada um de nós seja comentador e analista da sociedade de que é contemporâneo. |
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Opinião Livre |
O jornalista Madi Ceesay desafiou os dirigentes do seu país natal, a Gâmbia, para compreenderem que o poder não é ter o privilégio de andar de limousine, mas sim ter a responsabilidade de servir o povo. Ceesay esteve recentemente nos EUA para receber o Prémio Liberdade de Imprensa do Comité de Protecção dos Jornalistas. |
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