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Paris acolhe hoje altos responsáveis de 18 países e de organizações internacionais numa cimeira destinada a tentar encontrar uma solução para o conflito no Darfur e abordar a situação humanitária e a reconstrução daquela província sudanesa. Os grandes ausentes na reunião são a União Africana (UA) e o Governo do Sudão, que, após meses de bloqueio, aceitou recentemente o futuro envio de uma força conjunta da ONU e da UA para o Darfur. A China, país que compra dois terços do petróleo sudanês e é um aliado do regime de Omar Hassan Ahmad al-Bashir, é um dos países participantes. Numa velada alusão à China, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou sábado à noite em Paris que é preciso «assegurar que todos têm o mesmo objectivo e desejam ir na mesma direcção». «A China tem responsabilidades no Conselho de Segurança da ONU - do qual é um dos cinco membros permanentes - e boas relações em África», afirmou. «Espero que intensifiquem a atitude» a favor da pacificação de Darfur e da ajuda humanitária aos afectados pela crise, acrescentou Rice em conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner. Calcula-se que o conflito do Darfur, que começou em 2003, já causou a morte de mais de 200 mil pessoas e o deslocamento de cerca de 2,5 milhões, além de afectar o Chade e a República Centro-Africana, os países vizinhos. O ministro da Defesa francês, Hervé Morin, manifestou hoje a esperança de que a força conjunta de paz da ONU e da UA possa ser posicionada em Darfur «o mais tarde no início do ano». Frisando, em declarações à emissora France Inter, que França já instalou uma ponte aérea humanitária para os refugiados do Darfur e deslocados no leste do Chade, Morin disse que a futura força terá uma forte participação de soldados franceses. Antes do início da conferência, está previsto que os participantes se reúnam no Palácio do Eliseu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para quem a reunião deve dar «um novo impulso» à mobilização internacional a favor de Darfur. Além dos Estados Unidos e da França, os outros países representados a nível ministerial em Paris são a Alemanha – que ocupa a presidência rotativa da União Europeia -, Holanda, Canadá, Noruega, Itália, Suécia, Dinamarca e Portugal. Os outros oito países participantes estão representados por vice-ministros ou secretários de Estado. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o alto representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Javier Solana, e o comissário de Cooperação da UE, Louis Michel, também estarão presentes na conferência, bem como responsáveis da Liga Árabe e do Banco Africano de Desenvolvimento.
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