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Editorial |
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Angolanos de primeira e de segunda |
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Na Faculdade de Economia do Porto (Portugal) realizou-se uma conferência sobre o processo eleitoral em Angola. Caetano de Sousa, presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), foi o orador principal do evento ao qual compareceram cerca de 200 angolanos de primeira e mais meia dúzia de segunda. Com uma hora de atraso, o encontro começou com o aplauso da assistência à entrada do Embaixador de Angola, Assunção Afonso Sousa dos Anjos, bem como das cônsules em Lisboa e no Porto, respectivamente Elisabeth Simbrão e Maria de Jesus dos Reis Ferreira, e ao orador convidado. |
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UNITA: Começou a guerra contra os que pensam diferente |
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Sunday, 24 June 2007 |
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Olhai para o que dizemos e não para o que fazemos. Esta é, ou pelo menos parece, a filosofia que o presidente da UNITA e recandidato à liderança está a protagonizar no partido. «Quando um Governo dignifica a sua própria oposição, ele dignifica o País e a si próprio. Quando tal Governo subverte a democracia e escolhe, ele mesmo, os seus opositores, esse Governo defrauda a Nação inteira e desonra a si próprio», afirmou Isaías Samakuva quando apresentou a sua candidatura. No entanto, o presidente da UNITA, ou alguém por ele, não dignifica a sua própria oposição e, por isso, não dignifica Angola nem a si próprio. O presidente da UNITA, ou alguém por ele, está a subverter a democracia por estar ele próprio a escolher os seus opositores. Que o diga Adalberto da Costa Júnior…
Por Aristides Pascoal (*)
O secretário para a informação da UNITA, por sua iniciativa ou por indicação do presidente, já começou a mostrar do que é capaz para calar todos aqueles que não estão com ele. Se calhar chama-lhe uma espécie de democracia, embora seja – isso sim – uma forma de ditadura.
E, pela amostra, não restam dúvidas que será capaz de tudo para reagir à eventual perda do tacho, embora não tenha sido capaz de agir para manter o partido no lugar que merece.
Sobretudo na Europa, Adalberto da Costa Júnior está em campo munido com todo o armamento possível, não para ganhar com dignidade mas para evitar que os outros vençam. Custe o que custar, a regra é a do vale tudo, sem cuidar de pôr em primeiro lugar os superiores interesses do seu partido.
Se a capacidade que Adalberto da Costa Júnior está a demonstrar para dividir e até “assassinar” colegas, fosse posta, como era suposto, ao serviço da informação do partido, a UNITA estaria bem mais perto da vitória em futuras eleições e Isaías Samakuva estaria bem mais perto de uma liderança sem contestação, tal poderia ser a obra feita.
Assim não quis Adalberto da Costa Júnior, assim o permitiu Isaías Samakuva.
No site da UNITA na Europa (www.unitaeuro.com) já é bem visível a limpeza ordenada pelo secretário para a informação. Textos de referência, como os de Eugénio Costa Almeida e Orlando Castro, foram banidos por, segundo as nossas fontes, “ordem expressa, directa e pessoal” de Adalberto da Costa Júnior.
E porquê? “Porque – dizem as nossas fontes – esses articulistas manifestaram posições contrárias às da Direcção da UNITA”.
“Já sabia que ia ser assim. A partir do momento em que escrevi a elogiar Abel Chivukuvuku e a criticar a apatia de Adalberto da Costa Júnior enquanto secretário para a informação, era só uma questão de tempo”, comentou Orlando Castro, acrescentando que a “democracia é para alguns membros da UNITA uma coisa que só funciona num sentido, no sentido dos seus próprios interesses”.
Aliás, as representações da UNITA no exterior estão todas a receber instruções do secretário para a informação para que neutralizem todos os apoios ao principal adversário de Samakuva. Na luta pela liderança, segundo Adalberto da Costa Júnior, Abel Chivukuvuku deixou de ser um adversário para passar a inimigo.
É uma estranha forma de democracia em que os poucos que dentro da UNITA têm “milhões” querem que os milhões que, também dentro da UNITA, têm pouco ou nada continuem a trabalhar para a manutenção do actual estado de coisas.
O MPLA e José Eduardo dos Santos devem estar radiantes. A UNITA está fazer tudo para se auto-implodir...
(*) Serviço especial Notícias Lusófonas/Ngola Livre |
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Kuata |

O nosso país é visto de, mais ou menos, 10 milhões de maneiras distintas. As pessoas, na sua unicidade, assimilam o que se passa em frente às suas pupilas e, sequencialmente, definem as suas perspectivas e posições sociais. Como é lógico, nem sempre há um espaço físico para expormos aquilo que entendemos como ideal para determinada situação. Todavia, a capacidade inata de opinar, ainda que apenas como exercício reflexivo, deve ser estimulada. Julgo, por conseguinte, ser fulcral que cada um de nós seja comentador e analista da sociedade de que é contemporâneo. |
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Opinião Livre |
O jornalista Madi Ceesay desafiou os dirigentes do seu país natal, a Gâmbia, para compreenderem que o poder não é ter o privilégio de andar de limousine, mas sim ter a responsabilidade de servir o povo. Ceesay esteve recentemente nos EUA para receber o Prémio Liberdade de Imprensa do Comité de Protecção dos Jornalistas. |
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