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Editorial |
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Angolanos de primeira e de segunda |
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Na Faculdade de Economia do Porto (Portugal) realizou-se uma conferência sobre o processo eleitoral em Angola. Caetano de Sousa, presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), foi o orador principal do evento ao qual compareceram cerca de 200 angolanos de primeira e mais meia dúzia de segunda. Com uma hora de atraso, o encontro começou com o aplauso da assistência à entrada do Embaixador de Angola, Assunção Afonso Sousa dos Anjos, bem como das cônsules em Lisboa e no Porto, respectivamente Elisabeth Simbrão e Maria de Jesus dos Reis Ferreira, e ao orador convidado. |
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Ser ou não ser Jornalista- Eis a (não) questão |
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Sunday, 24 June 2007 |
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Ser jornalista (deixem-me pensar assim) e escrever sobre Jornalismo é um desafio aliciante mas complicado. Pôr preto no branco o que se pensa ser a verdade (e esta é uma das minhas leis sagradas) é algo que, na maioria das vezes, dá problemas. Os jornalistas parecem só gostar de falar dos outros. Quase como se fossem donos da verdade absoluta. Não é fácil ser uma espécie em vias de extinção. Pois só mesmo essa espécie em vias de extinção continua a acreditar que o Jornalismo e os Jornalistas continuam a ser o que eram.
Hoje em dia um jornalista é apenas alguém que se limita a ordenar as ideias que tirou de uma pesquisa na Internet. Poucos são aqueles que põem os pezinhos a caminho, investigam e voltam não sei - e nem interessa - quanto tempo depois com a sensação de que têm algo valioso.
A definição de Jornalista hoje em dia é apenas e infelizmente: licenciado em Comunicação Social. E desenganem-se aqueles que não tendo a bela da licenciatura, mas que Alguém dotou com o dom da escrita, de uma curiosidade feroz, de vontade de lutar, de vencer, de ajudar e, principalmente, de pensar. Esses, desculpem lá, mas não podem estar ligados a este ramo.
Desculpem lá, mas as saudades que eu tenho de um bom programa de informação na televisão, mas não pode ser. Não tem audiências! E de abrir um jornal pensando: o que será que vou aqui encontrar?! Nada de especial. Neste momento é isto o Jornalismo em Portugal: Nada de especial!
E, tal como os jornalistas, os portugueses limitam-se a ler mas não a interpretar; limitam-se a ver e não a observar.
É difícil sobreviver sem ser a bajular meia dúzia de oportunistas que, em troca de uma qualquer notícia, arranjam logo meia dúzia de anúncios.
É difícil sobreviver sem ser a bajular meia dúzia de políticos que, que em troca de uma qualquer notícia, arranjam logo uma colocação para o filho que temos no desemprego.
É difícil sobreviver sem ser a bajular meia dúzia de capatazes que, em troca da assinatura num texto por outro escrito, arranjam logo uma promoção.
Será por tudo isto que dos sete membros do próximo (só existe uma lista) Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, três são “free-lancer”, um é reformado e outro está desempregado?
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Kuata |

O nosso país é visto de, mais ou menos, 10 milhões de maneiras distintas. As pessoas, na sua unicidade, assimilam o que se passa em frente às suas pupilas e, sequencialmente, definem as suas perspectivas e posições sociais. Como é lógico, nem sempre há um espaço físico para expormos aquilo que entendemos como ideal para determinada situação. Todavia, a capacidade inata de opinar, ainda que apenas como exercício reflexivo, deve ser estimulada. Julgo, por conseguinte, ser fulcral que cada um de nós seja comentador e analista da sociedade de que é contemporâneo. |
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Opinião Livre |
O jornalista Madi Ceesay desafiou os dirigentes do seu país natal, a Gâmbia, para compreenderem que o poder não é ter o privilégio de andar de limousine, mas sim ter a responsabilidade de servir o povo. Ceesay esteve recentemente nos EUA para receber o Prémio Liberdade de Imprensa do Comité de Protecção dos Jornalistas. |
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