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Editorial |
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Angolanos de primeira e de segunda |
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Na Faculdade de Economia do Porto (Portugal) realizou-se uma conferência sobre o processo eleitoral em Angola. Caetano de Sousa, presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), foi o orador principal do evento ao qual compareceram cerca de 200 angolanos de primeira e mais meia dúzia de segunda. Com uma hora de atraso, o encontro começou com o aplauso da assistência à entrada do Embaixador de Angola, Assunção Afonso Sousa dos Anjos, bem como das cônsules em Lisboa e no Porto, respectivamente Elisabeth Simbrão e Maria de Jesus dos Reis Ferreira, e ao orador convidado. |
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Guebuza defende diplomacia da SADC para Zimbabué ultrapassar crise |
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Friday, 29 June 2007 |
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O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, apontou hoje a "diplomacia discreta" da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) como a forma mais eficaz de os países da região contribuírem positivamente para solucionar a crise vivida no Zimbabué.
Numa entrevista a órgãos de comunicação social moçambicanos, Armando Guebuza considerou que tomadas de posição públicas sobre os acontecimentos no país vizinho apenas teriam como efeito o agravamento da situação.
"A nossa percepção é de que isso [as condenações públicas] não resolveria absolutamente nada; haveria mesmo de fechar todas as portas. Isso é feito em lugar próprio e isso tem que ser feito juntamente com outros Estados, junto do Zimbabué em termos de observações e aconselhamentos".
Recentemente, os líderes dos países da SADC decidiram mandatar o Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, para facilitar o diálogo entre Robert Mugabe e os seus opositores no Zimbabué, que atravessa uma grave crise política e económica.
A evolução dos acontecimentos em Harare constitui o principal obstáculo à organização da cimeira entre a União Europeia e África, agendada para a 08 e 09 de Dezembro, em Lisboa, um dos pontos altos da presidência portuguesa dos Vinte e Sete que se inicia no próximo domingo.
A primeira cimeira UE/África, que teve lugar em Abril de 2000 no Cairo, decorreu igualmente durante a presidência portuguesa da UE.
Na entrevista, sensivelmente a meio do seu mandato de cinco anos, o chefe de Estado moçambicano (desde Fevereiro de 2005), manifestou-se confiante no cumprimento das promessas eleitorais, nomeadamente em matéria de redução da pobreza absoluta, que ainda afecta a maioria da população.
O Presidente aludiu ainda a uma mudança de atitude dos seus concidadãos face à resolução dos problemas do país, que antes apresentavam "lamentações e pedidos" mas hoje "exigem meios para solucionar os seus problemas".
"Há profundas mudanças que estão a ocorrer na mentalidade das pessoas (...) a liderança está sendo desafiada a todos os níveis, até que ponto é capaz de fazer uso dessa energia para poder acelerar os processos de desenvolvimento", assegurou Armando Guebuza.
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Kuata |

O nosso país é visto de, mais ou menos, 10 milhões de maneiras distintas. As pessoas, na sua unicidade, assimilam o que se passa em frente às suas pupilas e, sequencialmente, definem as suas perspectivas e posições sociais. Como é lógico, nem sempre há um espaço físico para expormos aquilo que entendemos como ideal para determinada situação. Todavia, a capacidade inata de opinar, ainda que apenas como exercício reflexivo, deve ser estimulada. Julgo, por conseguinte, ser fulcral que cada um de nós seja comentador e analista da sociedade de que é contemporâneo. |
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Opinião Livre |
O jornalista Madi Ceesay desafiou os dirigentes do seu país natal, a Gâmbia, para compreenderem que o poder não é ter o privilégio de andar de limousine, mas sim ter a responsabilidade de servir o povo. Ceesay esteve recentemente nos EUA para receber o Prémio Liberdade de Imprensa do Comité de Protecção dos Jornalistas. |
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